Uma das consequências da falta de articulação do governo no Senado é a possibilidade da instalação da CPI dos atos golpistas de 8 de janeiro. Lula não quer a investigação, mas a lista, até ontem (28), contava com 39 assinaturas. Entre os signatários estão senadores da base, petistas e os líderes do governo.

Rodrigo Pacheco está pressionado tanto no Senado como no Congresso, do qual também é presidente, para fazer a leitura dos requerimentos da CPI. Há um para uma comissão composta por senadores e outra mista, com senadores e deputados. Há assinaturas suficientes para a abertura das duas investigações.

O governo teme que a oposição instrumentalize as CPI e atrapalhe a apuração sobre os responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro ao Congresso, ao Palácio do Planlato e ao Supremo Tribunal Federal e atinja o ministro Flávio Dino (Justiça).

Nesta terça-feira (28), Lula se reuniu com líderes e vice-líderes do governo no Congresso. Dos vice-líderes havia apenas os da Câmara. No Senado só há o líder do governo, Jaques Wagner. Falta gente para ocupar as vice-lideranças.

Elas são importantes não apenas na substituição dos líderes. Os vice-líderes são responsáveis pela articulação em comissões temáticas e em CPIs.