O PT começa a executar esta semana sua estratégia pelo voto útil. Na prática: convencer eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) a votarem em Lula para encerrar a eleição no primeiro turno.
Será uma operação gradativa. Nesta semana a ação começa nas redes sociais. Na próxima será nas inserções de rádio e TV. E, na última semana, no programa eleitoral.
Lula quer obter os votos necessários para encerrar a eleição já no primeiro turno. Mas existe dentro da campanha o medo de ele ter atingido um teto.
O anúncio do apoio de Marina Silva nesta segunda-feira é considerado fundamental para tentar aumentar este teto. A aliança vale não apenas pelo simbolismo, já que a ex-ministra estava rompida com o PT havia 13 anos. Há a crença de que ela possa ajudar a diminuir a resistência do eleitor evangélico a Lula.
Entre os evangélicos Bolsonaro ganha disparado, com 23 pontos percentuais de diferença – 51% a 28%, segundo o Datafolha.
A equipe torce para que Lula não tenha mais tropeços no período que falta. A comparação de Lula entre as manifestações do 7 de Setembro e uma reunião da Ku Klux Klan, foi considerada um erro grave dentro da campanha petista. A turma da comunicação pediu cuidado ao ex-presidente.

