Aliados que trabalham na campanha de Jair Bolsonaro elaboram argumentos para levar ao presidente um cenário não tão negativo no próximo encontro, na semana que vem, para analisar a mais recente pesquisa Datafolha. Dizem haver dados positivos para o presidente no meio de tantos números ruins.

A principal linha de argumentação será que, apesar da péssima exposição a que o governo esteve submetido nos últimos dias, o núcleo de seus apoiadores de Bolsonaro está resiliente e permanece em cerca de 30%.

O governo tem sido cobrado pelo aumento da fila do Auxílio Brasil (2,8 milhões de famílias), da fome (30 milhões de pessoas, o dobro de dois anos atrás e o equivalente ao número da década de 1990) e aumento dos preços de combustíveis e energia elétrica.

Bolsonaro ouvirá que nada disso foi suficiente para faze-lo cair mais nas pesquisas e que, com essa base, será possível crescer sobre Lula. A história não é nova.

No início de maio, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse a Bolsonaro que em junho ele teria alcançado o petista. Junho chegou e nada. A desculpa de Nogueira é que a Economia – no caso, Paulo Guedes – não ajuda. Colocar a culpa em Guedes também não é novidade.