Depois de apresentar várias versões sobre uma reunião com Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira em que se discutiu um golpe de Estado, Marcos do Val não aguentou a pressão e procurou a ajuda de Rodrigo Pacheco. Teme perder o mandato.

Do Val alegou ao presidente do Senado que estava sob efeito de remédios na ocasião das entrevistas e de sua live sobre o episódio. Diz, portanto, que não estava em sã consciência.

Coloca na medicação a responsabilidade por ter dado tantas versões conflitantes sobre o encontro, incluindo na confusão sua interação com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes.

Pacheco pediu para que o senador desse um tempo das declarações públicas e sugeriu que aproveitasse o período de Carnaval para cuidar de si. Segundo um interlocutor do presidente do Senado, ele não acreditou na história de Do Val.

Também não prometeu livrá-lo de um processo no Conselho de Ética, segundo o interlocutor de Pacheco. Mas disse que, baixada a poeira, ele mesmo poderia procurar seus pares para dar explicações.