Até houve uma tentativa dos aliados do deputado Claudio Cajado (PP-BA) de jogar no governo federal, especialmente no ministro Rui Costa (Casa Civil), a responsabilidade por incluir o Fundo Constitucional do Distrito Federal nos gastos com teto listados no arcabouço fiscal. Não é verdade.
Um relatório da consultoria legislativa desmascarou a falsa atribuição. Segundo o levantamento do quadro técnico da Câmara, no texto que chegou do governo havia uma referência explícita ao fundo constitucional do DF – e, ao contrário, o retirava dos gastos sujeitos a restrições. Foi o relator quem o incluiu.
Cajado é do mesmo partido da vice-governadora Celina Leão, que foi a ele e a Arthur Lira pedir que não incluísse o fundo entre os gastos sujeitos ao teto. Num movimento raro, a bancada do DF se uniu para salvar o repasse.

