Líderes da Câmara têm repetido que não há consenso para votar o novo arcabouço fiscal. Por isso a demora do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), em pautar a matéria.
Dizem que, das mudanças feitas no Senado, somente a exclusão do teto de gastos das transferências para o Fundo Constitucional do Distrito Federal tem aceitação da maior parte dos parlamentares.
A prioridade do governo no texto, a emenda do senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) que garante um crédito adicional de até R$ 40 bilhões, é usada como desculpa para justificar a falta de acordo que emperra as negociações.
O motivo real é a demora da reforma ministerial, que vai contemplar o Republicanos e o PP. Os partidos querem ganhar os ministérios antes de votar; Lula quer fazer exatamente o oposto. “Não há previsão. Ainda é preciso convencer os líderes”, disse ao Bastidor um deputado do Centrão.
A expectativa das lideranças era que tudo fosse acertado ainda nesta quinta-feira (3), após a posse do ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA). Mas os sinais não foram bons. No evento, que contou com a presença de Arthur Lira (PP-AL), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Luciano Bivar (União Brasil-PE) e os futuros ministros, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA), Lula sequer discursou após a reunião com os deputados.
O incômodo com a demora atinge até deputados do PT que, oficialmente, falam que “Lula tem o seu tempo”, mas esperavam uma resolução para esta semana. Nos próximos dias, Lula vai ao Norte do país e ao Rio de Janeiro para lançar o novo PAC.

