Eles sobreviveram à Lava Jato e aos rearranjos políticos dos últimos anos. Resolveram tentar a sorte nas eleições deste ano, mesmo sem alianças amplas. São os clãs do Nordeste e do Norte.
As famílias Jucá, Lobão, Sarney e Calheiros terão missão difícil em outubro. Optaram por Lula e disputam em desvantagem com candidatos governistas. Podem vencer. Mas, segundo aliados locais deles e o comando de campanhas nacionais, a força do apoio do governo Bolsonaro, em emendas e obras, está aparecendo na ponta.
Em Roraima, Romero Jucá tinha uma eleição dita fácil ao Senado. Está perdendo espaço para Hiran Gonçalves, do PP. Teresa Surita, ex-esposa de Jucá, também enfrentará dificuldades ao governo do estado.
No Maranhão, Edinho Filho concorre a deputado federal. O filho de Edison Lobão, por ora, tem poucas chances, na avaliação do MDB. Roseana Sarney deveria concorrer ao governo do estado, mas não tem chances. Pretende se candidatar à Câmara.
Em Alagoas, a situação é melhor. Renan Filho tem grandes chances de levar o Senado. Mas, em outubro, dificilmente emplacará seu sucessor no governo do estado. Ele e Renan pai enfrentam uma coalizão liderada por outros clãs – os dos Liras e dos Caldas.

