A CPI da Pandemia espera ouvir nesta semana Marcellus Campelo, ex-secretário de Saúde de Manaus, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, o empresário Carlos Wizard e os médicos Ricardo Dimas Zimmermann e Francisco Eduardo Cardoso Alves, que pregaram o chamado tratamento precoce com cloroquina e ivermectiva, sem qualquer comprovação médica.
O depoimento mais esperado, porém, é o de Carlos Wizard. Para os senadores da oposição e independentes, foi um dos principais integrantes do que chamam de gabinete paralelo.
A comissão chegou a analisar se solicitava a condução coercitiva do empresário, porque inicialmente ele não estava respondendo às intimações e se recusava a vir para o Brasil para prestar depoimento. Mas o presidente da CPI, o senador Omar Aziz, convenceu seus pares de que Wizard estará na comissão na data marcada, na quinta-feira, 17.
Um dia antes de Wizard é esperado o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. A expectativa dos senadores de oposição e independentes é baixa sobre novas informações o ex-governador levará à CPI.
Senadores acreditam que, inimigo do presidente, o depoimento de Witzel tem mais potencial de impacto político do que acrescentar novos dados. Já os governistas tentarão demonstrar como o dinheiro repassado pelo governo federal para combate à pandemia foi mal utilizado pelos governadores.

