A interlocutores, Valdemar Costa Neto, dono do PL, afirmou que seu partido não participou dos blocos, nenhum dos dois, porque não achou estratégico. Segundo afirmou, a legenda foi chamada a conversar na formação dos dois grupos, mas achou melhor seguir só.
A avaliação do veterano é que o PL ganhará em ficar sozinho, porque quer se manter como partido da direita e extrema-direita e, sem se incluir num grupo heterogêneo, manterá sua identidade no Congresso. Acha que eleitoralmente isso será bom para o partido.
Há outro argumento. Diz Valdemar que o PL será necessariamente chamado a negociar quando for do interesse de qualquer dos blocos formar maioria, porque é a terceira maior força da Câmara, com 99 deputados. Aposta que isso acontecerá principalmente quando começarem as negociações pelo sucessor de Arthur Lira.

