A estratégia para a última semana de campanha de Jair Bolsonaro começa no debate deste sábado, transmitido por um pool de veículos, entre os quais SBT e CNN Brasil. A ordem é garantir visibilidade, atacar a Lula e criticar as pesquisas para garantir a motivação dos eleitores.
Bolsonaro foi orientado por sua campanha a, sempre que criticar Lula e a gestão petista, apresentar alternativas bem-sucedidas em seu governo – ou o que pretende fazer se reeleito. Com isso, espera-se aumentar a rejeição de Lula sem prejudicar a sua própria.
Como adiantou o Bastidor, além de Lula, seus aliados também entrarão na roda dos ataques.
Outra estratégia é fustigar as pesquisas eleitorais. Nas pesquisas diárias por telefone, identificou-se certa desmobilização e desânimo entre seus apoiadores com a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno.
A ordem é impedir o clima de derrota e, mais do isso, chegar ao segundo turno competitivo.
No debate deste sábado, 24, Bolsonaro foi orientado a se manter centrado e controlado, porque se tornará o alvo principal dos seus adversários. Sem Lula, alertaram-lhe, a crítica dos demais candidatos passa a ter um limite.
É sabido que as eventuais perguntas de jornalistas e de seus adversários, ainda que lembrem e lamentem a ausência do petista, terá seu governo e ele mesmo como alvo. O pedido é: não ataque outra pessoa que não seja Lula.
Apesar de todos os auxiliares do presidente se dizerem animados com a última semana das eleições, nos últimos dias, uma preocupação tomou conta de sua equipe, incluindo os políticos e os profissionais de marketing: o presidente anda nervoso, mal-humorado e preocupado.
São nesses momentos que Bolsonaro costuma ignorar completamente as orientações de seus auxiliares técnicos e dá ouvidos somente àqueles que inflam seu ego.

