Integrantes do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (Foncede) tentam alertar o ministro Camilo Santana (Educação) de que há um erro básico na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, recriada no governo Lula: a falta de articulação com os conselheiros da educação nos estados.

O Foncede reúne os presidentes dos conselhos estaduais de educação, responsáveis por definir regras e diretrizes que serão seguidas por colégios públicos e privados nos estados.

Já a secretaria, como o nome sugere, foi recriada no governo Lula com o intuito de discutir e sugerir política públicas de educação que incluam grupos historicamente excluídos, como deficientes físicos, povos indígenas, detentos.

São nove comissões dentro da secretaria e não há representantes dos conselhos estaduais de educação. Exclui-los prejudica a implementação das políticas públicas de inclusão. Também não há representantes do Conselho Nacional de Educação, que define as regras em nível nacional.

A resposta tem sido que a inclusão ficará para adiante. “Um erro”, diz um conselheiro.