Parlamentares da base governista que integram a CPMI do 8 de janeiro esperam que o senador Cid Gomes (PDT-CE) passe a se dedicar mais à comissão após resolvido o imbróglio na executiva estadual do seu partido. Ele não aparece no colegiado desde 20 de junho, de acordo com o painel de presença do Congresso.

De lá para cá, já ocorreram três reuniões sem Cid. O problema é que ele é o 1º vice-presidente do colegiado e, na ausência do presidente Arthur Maia (União Brasil-BA), é quem assume os trabalhos. Sem Cid, o comando fica com o 2º vice-presidente, o também senador Magno Malta (PL-ES), que é bolsonarista.

Com Malta no comando, avalia a base governista, os embates com a relatora, Eliziane Gama (PSD-MA), aumentam e os bolsonaristas ganham espaço para tumultuar as sessões.

Cid, como mostrou o Bastidor, nunca quis fazer parte da CPMI. Chegou a classificá-la como “perda de tempo”. Aceitou porque buscava ganhar pontos com o governo federal. Conseguiu emplacar um dos seus irmãos, Lúcio Gomes, no comando da companhia Docas do Ceará.

Nos últimos dias, Cid esteve envolvido em uma briga com outro irmão, Ciro Gomes, e com a direção do PDT no Ceará. Após um período atribulado, conseguiu o comando da executiva estadual do partido. O que está em jogo é a eleição municipal do ano que vem: Cid quer se aliar ao PT e Ciro é contra.