Sempre que um enviado do PT conversa com empresários ou representantes do mercado financeiro, ouve a pergunta sobre quem seria o ministro da Fazenda de Lula. A resposta varia, a depender da corrente petista e do público.

Em rodas do PT com interlocução com o empresariado, voltou a circular que o economista Marcos Lisboa poderá ser o ministro da Fazenda. Lisboa foi secretário de Política Econômica na primeira gestão do petista e hoje dirige o Insper, uma das melhores universidades do país.

A outra possibilidade é oposta a isso. A escolha estaria entre o ex-governador da Bahia, Rui Costa, e o ex-ministro Alexandre Padilha, que tem conversado com empresários em nome de Lula. Nenhum dos dois é economista.

Marcos Lisboa é liberal e respeitado pelo mercado. Fazer seu nome circular como uma possibilidade ajuda a compensar a insegurança do setor, que tem cobrado de Lula uma definição de nome e linha de atuação.

É também uma tentativa do governo de segurar o avanço de Paulo Guedes sobre o PIB. O ministro da Economia tem feito campanha para Jair Bolsonaro por meio de eventos ou reuniões mais reservadas, onde defende a reeleição para garantir uma economia de viés liberal.

No caso de Rui Costa ou de Padilha, a escolha por alguém “da casa” seria porque Lula não está disposto a fazer acenos ou concessões ao mercado. O fato de nenhum economista do PT ser cogitado causa certo alívio aos ouvintes.

De acordo com petista da campanha, o grande receio do PIB é o retorno de Guido Mantega e do que ele representa. Mantega, ao lado de Dilma Rousseff, é tido como o responsável pelo desastre econômico do mandato da petista.