A equipe de campanha à reeleição está convicta de que a aprovação do teto para as alíquotas de ICMS dos serviços essenciais, como combustíveis e energia elétrica, ajudará Jair Bolsonaro a subir nas pesquisas.
A avaliação é de que a queda reduzirá os preços e, por tabela, a inflação. Os aliados acreditam também que nenhum governador em busca da reeleição diminuirá gastos e investimentos em período pré-eleitoral – o que adiaria para após as eleições os efeitos da queda na arrecadação dos Estados.
Todos os argumentos contrários à redução do ICMS serão tratados por Bolsonaro como “narrativas” de opositores.
Na noite de terça, a Câmara aprovou o projeto com modificações: foram derrubadas mudanças feitas pelo Senado, que tornaram o texto pior ainda para os Estados.
O Bastidor informou recentemente que, num rompante, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, comparou o projeto ao Plano Real, de 1994, que garantiu a eleição –e até a reeleição– de Fernando Henrique Cardoso.
Ameaçam a empolgação da campanha de Bolsonaro o fato de que a medida terá efeito por apenas quatro meses e que a redução pode ser anulada por novo aumento no preços dos combustíveis pela Petrobras.

