Gilberto Kassab tem um ritual diário: garantir a interlocutores políticos que é real e genuína sua fé na candidatura de Rodrigo Pacheco à Presidência. Que ele, o presidente do PSD, de fato acredita que o senador mineiro tem condições de ser um candidato competitivo.
Aliados de Kassab no PSD e interlocutores dele em partidos tão díspares como PT e PSDB têm dificuldade em comprar o discurso pró-Pacheco. Desconfiam que o presidente do PSD quer usar Pacheco para negociar uma posição privilegiada na cada vez mais provável chapa de Lula.
Nas cúpulas dos principais partidos, é generalizado o ceticismo privado acerca das chances de Pacheco. Entre os mais experimentados, a candidatura é tratada em tom de pilhéria – especialmente as alusões constantes a Juscelino.

