A um amigo, o ex-presidente Jair Bolsonaro tratou da possibilidade de a justiça eleitoral torná-lo inelegível para 2026. Admitiu que poderia ser “até bom”, embora diga se considerar um injustiçado.

Na conversa ocorrida recentemente nos Estados Unidos, onde está desde o último dia de seu mandato, Bolsonaro expôs o que seria seu cenário ideal: estaria aposentado, com um dos seus filhos eleito presidente da República e liderando “a direita, os conservadores, os cristãos” brasileiros.

A inegibilidade lhe tiraria a responsabilidade de concorrer a Presidência da República em 2026.

Bolsonaro admitiu que o período em que esteve à frente do governo, durante a pandemia – e, em sua visão, sendo sabotado pelo Supremo Tribunal Federal – foi desgastante. Somado ao período eleitoral, está cansado.

Disse ainda que se sente muito cobrado por seus apoiadores a voltar ao Brasil e que parte da resistência em deixar os Estados Unidos deve-se justamente a não querer ter de o ritmo de quase campanha eleitoral, tendo de se defender e, também, de atacar para vender sua perspectiva.

Ao Bastidor, a amigo de Bolsonaro disse acreditar que se trata apenas de uma fase, a de que “começou a cair a ficha da derrota e de que precisa dar os próximos passos”.