A base aliada do governo tenta, mais uma vez, adiar o início dos trabalhos da CPMI do 8 de janeiro. A comissão deve começar oficialmente nesta quinta-feira (25), como acertado. Os trabalhos, no entanto, vão atrasar por falta de integrantes.
O MDB indicou os senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga para compor o colegiado. Mas a tendência é que os parlamentares da base governistas façam de tudo para que os trabalhos andem de vagar. Há um consenso que a CPMI só servirá de palco para bolsonaristas divulgarem suas versões nas redes sociais.
Um dos indicados do PSD, o senador Omar Aziz (AM), foi mais um a sinalizar que não pretende estar na CPMI. Ele foi escolhido para relatar o texto do novo arcabouço fiscal, que foi aprovado na Câmara na terça-feira (23). A tramitação da matéria, dizem os petistas, é prioridade no momento.
Como mostrou O Bastidor, parlamentares da oposição foram alertados que a comissão, que terá maioria governista, não priorizará as versões que atribuem a militantes de esquerda infiltrados a responsabilidade pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O colegiado deve se debruçar sobre os financiadores e se as invasões foram uma tentativa de golpe de Estado. A oposição vai priorizar a investigação sobre uma possível omissão (dolosa ou culposa) do governo federal no dia do vandalismo.

