Diante do crescimento do ex-presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto para a eleição do ano que vem, Jair Bolsonaro tem ficado cada vez mais obcecado pelo petista. Um episódio ocorrido na semana passada ilustra bem o quanto o presidente tem pensado em Lula.
Paulo Guedes foi ao Palácio do Planalto para conversar com Bolsonaro sobre a dificuldade que seria dobrar o valor do Bolsa Família e ampliar o número de beneficiários depois de cair no orçamento o “meteoro” de R$ 89 bilhões dos precatórios.
Antes de concluir o que falava, Guedes foi interrompido por Bolsonaro. Quase aos gritos, disse ao seu ministro da Economia que “se fosse o Lula, já teria resolvido o problema”.
Para deixar clara a ordem ao subordinado, falou: “se virem, resolvam”. E ameaçou: “se não resolverem, não serei candidato.” Guedes ouviu calado, mas confessou a interlocutores que não entendeu o comentário explosivo do chefe sobre Lula.
Bolsonaro está determinado a aprovar o Auxílio Brasil, programa que vai substituir o Bolsa Família. Além disso, sabe que terá muita dificuldade para se reeleger.

