Aliados tem aconselhado o senador Renan Calheiros a “recolher os flaps” na CPMI do 8 de janeiro. Dizem que o senador voltou a ser prestigiado, tem um ministério para chamar de seu e que se tornou um dos nomes cotados para voltar ao comando do Senado após o mandato de Rodrigo Pacheco.

Os argumentos são no sentido de que o senador não assuma o protagonismo na CPMI, que fique numa posição em que tenha de bater-boca com bolsonaristas, a exemplo do que ocorreu na CPI da Pandemia. Na ocasião, quando esteve na relatoria, os embates fortes com a tropa de choque do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram bem à sua imagem.

Os conselhos aparentemente surtiram efeito. Ontem (27), ele andou dizendo a aliados que não disputaria a relatoria da CPMI com Eduardo Braga (MDB-AM). Seu nome tem sido rejeitado por Arthur Lira, presidente da Câmara e seu adversário político. Não é uma briga que Renan acha valer a pena, diz um interlocutor.

Forçar a barra por Renan, diz um dos conselheiros ligados ao governo, afastaria aliados e atrapalharia a relação com o presidente da Câmara. A conferir a extensão da fleuma de Renan.