Lula terá trabalho para comportar o MDB em seu futuro governo. Três aliados disputam uma indicação, a bancada da Câmara escolherá um nome para o governo esta semana, há a família Barbalho e, claro, há Simone Tebet.

Só no Senado, Eduardo Braga reivindica a ascendência sobre o ministério de Minas e Energia, que ocupou durante a gestão de Dilma Rousseff, enquanto Renan Calheiros quer seu filho ministro. Além do apoio desde a primeira hora, Renan retirou a candidatura do filho à presidência do Senado para apoiar a reeleição de Rodrigo Pacheco e ajudar Lula.

Não entra aí, nesta disputa entre Braga e Calheiros, a vaga de Simone Tebet, que os senadores tratam como escolha pessoal do presidente eleito.

Há, ainda, a vaga da Câmara dos Deputados. A bancada do MDB deve indicar um nome para o ministério de Lula ainda esta semana.

Ainda não acabou. A família Barbalho, do governador do Pará, Helder, e seu pai, o senador Jader, quer a pasta que ficará no lugar do Desenvolvimento Regional. Hélder foi o titular da pasta, que se chamava Integração Nacional na gestão de Michel Temer.

Como sempre, é muita gente para pouco espaço. É um dos motivos que fazem Lula demorar a definir seu primeiro escalão.