O presidente Lula já havia decidido que Marcio Pochmann assumiria o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas estava disposto a dar um prazo para a ministra do Planejamento, Simone Tebet, preparar a pasta para a chegada do petista.

A escolha de Lula contrariou integrantes do Planejamento, ao qual o IBGE é vinculado. Pochmann é alvo de críticas por sua atuação no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelas ideias desenvolvimentistas na economia.

O anúncio feito pelo ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação (Secom), só ocorreria entre os meses de agosto e setembro, mas foi antecipado para esta quarta-feira (26) após o vazamento da informação.

Na segunda (24), o jornal O Globo noticiou que a indicação colocou a equipe de Tebet em alerta. A repercussão negativa foi imediata, apesar da defesa que petistas fizeram nas redes sociais.

O entorno de Lula diz que o vazamento teve origem no Ministério de Tebet e as críticas que vieram na sequência só aumentariam. Petistas avaliam também que o prazo que Lula cogitou dar antes de anunciar o nome de Pochmann acabaria por ser uma arma contra o indicado.