A ameaça oficializada por João Doria contra o PSDB, a de judicializar para garantir o direito de disputar a Presidência da República, como adiantado por Bastidor, entornou o caldo dentro do partido.
Bruno Araújo, presidente do partido, disse a interlocutores, ao convocar a Executiva da legenda para amanhã (terça-feira), que Doria praticamente rompe com o PSDB ao ameaçar o partido.
Para Araújo, João Doria quer promover uma guerra pública contra o PSDB e não apenas se inviabiliza como prejudica a eleição de Rodrigo Garcia ao governo de São Paulo –hoje a prioridade dos tucanos.
O PSDB ocupa há duas décadas o Palácio dos Bandeirantes.
Além de Doria, outra questão que divide a legenda e que será tratada na reunião de amanhã é o apoio ou não automático à Simone Tebet, caso as pesquisas contratadas por PSDB, MDB e Cidadania indiquem a senadora como a melhor candidata a presidente.
Aécio Neves, por exemplo, é contra a candidatura de Doria, mas acha que o MDB deve conversar com o PSDB, que, segundo defende, deve oferecer Eduardo Leite para compor uma chapa.
Há, ainda, quem defenda a candidatura de Lula, como o tucano histórico Aloysio Nunes.

