O ministro Fernando Haddad (Fazenda) vai usar as incertezas da guerra no Oriente Médio para pressionar os senadores pela aprovação da reforma tributária.
Segundo o ministro, o Brasil precisa estar preparado para enfrentar turbulências, no caso de a guerra se prolongar e, pior, haver o envolvimento de outros atores regionais, como o Irã. Uma maneira de garantir que as consequências sejam menos danosas seria aprovar a reforma tributária.
Há senador dizendo que, diante do impacto de uma reforma na economia, a votação das mudanças precisa ficar para o ano que vem. O governo não quer nem ouvir falar disso.
Haddad já respondeu a seus interlocutores que, só na primeira semana do conflito, o aumento no preço do petróleo foi de quase 6%. As repercussões do aumento do óleo se refletem até nos alimentos, lembra.

