Não se trata de disputa entre lulistas, bolsonaristas ou independentes. A guerra dentro do MDB é pelo o controle da comunicação da campanha da senadora Simone Tebet para a Presidência da República.

O atual estrategista da pré-campanha é Felipe Soutello, que participou da campanha vitoriosa de Bruno Covas em 2020, além de já ter trabalhado para Márcio França, em 2018, e José Serra, em 2010.

Soutello é alvo de severas críticas dentro de uma das alas do MDB, especialmente ligada a Michel Temer, sobre sua capacidade de fazer a senadora crescer nas pesquisas. É o que sempre acontece em campanhas: se um candidato não vai bem, a culpa é da comunicação – jamais da qualidade do produto (do candidato) a ser vendido ao público.

Avaliam que a senadora tem potencial de se tornar conhecida e atrair o voto de eleitores que querem uma candidatura presidencial ao centro, mas que tem sido mal trabalhada.

Alguns dizem que, com Soutello, Tebet não avança.

A ala ligada à senadora, porém, responde que é possível fazer adaptações na pré-campanha, mas que as críticas direcionadas ao estrategista não passam de ataque especulativo para que Elsinho Mouco, famoso marqueteiro do ex-presidente Michel Temer, ocupe o lugar de Soutello.

Mouco é apontado também como um dos principais entusiastas de uma eventual candidatura de Temer para presidente, o que não é levado a sério nem dentro do MDB.