Apesar de ser alvo da Operação Bartimeu, deflagrada em dezembro de 2021, a ONG Associação dos Jovens Aprendizes com Deficiência Visual (Ajacdevi), de Aracaju, recebeu R$ 199.999,95 do Ministério da Cidadania por um evento.

A entidade é investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, suspeita de ter superfaturado três contratos com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que chegam a 1,5 milhão de reais.

Apesar da desconfiança do governo, um mês antes da operação da PF o Ministério da Cidadania firmou o contrato com a associação. O pagamento foi feito após a operação já ter acontecido.

Segundo os investigadores, no caso do Ministério da Mulher há suspeita de que ao menos 400 mil reais foram desviados. A entidade deveria realizar a formação profissional e a inserção de 600 jovens no mercado de trabalho em Sergipe, Brasília e no Rio de Janeiro. No entanto, havia inconsistências no cadastro dos estudantes e no fornecimento do material didático.

De acordo com o Portal da Transparência, a ONG firmou 8 convênios com o governo federal desde agosto de 2019. Com exceção do contrato com o Ministério da Cidadania, todos os demais foram fechados com o Minsitério da Mulher, na gestão de Damares Alves.

Desses convênios que somam 2,65 milhões de reais, três são os investigados na Bartimeu e o outro é o do Ministério da Cidadania. Os outros quatro foram suspensos, depois que a operação foi deflagrada.

O Ministério da Cidadania, a Controladoria-Geral da União e a diretora da Ajacdevi, Mafra Meris de Carvalho foram procurados mas não retornaram os contatos.