O presidente Jair Bolsonaro tentou mostrar que a reunião com Arthur Lira foi normal e tranquila, mas o presidente da Câmara não escondeu para alguns interlocutores momentos de tensão no encontro. Ele reagiu às declarações do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e disse que esse tipo de ataque não pode se repetir.

O militar fez ontem um discurso de despedida aos seus colaboradores no Ministério da Saúde e disse que recusou uma lista de pedidos de uma liderança política, sem citar o nome. Afirmou que sua postura provocou problemas e, no fim do ano, chegou uma “carreata de gente pedindo dinheiro politicamente”.   

Ontem à noite, na Câmara, Lira disse que estava dando um sinal amarelo e que os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e amargos, alguns fatais. A linguagem dele deixou portas abertas para várias interpretações.