Ficou evidente nesta terça-feira (14) a irritação de Lula com seus ministros. Em muitos momentos na reunião de ontem, o presidente ironizou “genialidades” e as ações individuais de seus subordinados, sem que submetam as ideias à Casa Civil, que funciona como a coordenação do governo.
A zanga, como informou dias atrás o Bastidor, se dá pela percepção de que os ministros têm atuado em agenda própria e com certo desleixo na articulação sobre suas bancadas no Congresso —principalmente os políticos.
Na opinião de Lula, ministro de um determinado partido deve ter alguma ascendência sobre seus colegas. A postura autocentrada, na avaliação do presidente, deixa “o governo na chuva”.
Segundo auxiliares, Lula quer evitar o percurso de seus aliados da esquerda na América do Sul. Muitos foram eleitos com grandes margem e, hoje, amargam rejeição – seja pela dificuldade de entregar promessas de campanha, seja por problemas com seus respectivos parlamentos.
O presidente não quer repeti-los aqui, onde há o agravante de ter sido eleito com margem muito pequena —pouco mais de dois milhões de votos.

