Representantes do setor de mineração procuraram a campanha de Lula para uma conversa. Fontes da equipe petista afirmam que o candidato e seus aliados ouviram pedidos pela flexibilização das regras atuais. A conversa parou por aí.

A movimentação é uma má notícia para Jair Bolsonaro. Junto com o agronegócio, a mineração é um setor que deu apoio ao presidente. Bolsonaro inclusive enviou ao Congresso um projeto para permitir a mineração em terras indígenas, de grande interesse do setor. Não podia agradar mais.

A ida até Lula, no entanto, é natural. Diante do que mostram as pesquisas de intenção de voto, representantes de setores econômicos buscam o candidato favorito para defender seus interesses.

Outro grupo que está menos refratário a Lula é o mercado financeiro. Um integrante da campanha de Lula com bom trânsito entre investidores e industriais afirma que a “turma do bilhão” tem procurado seus conselheiros para saber se já é hora de apoiar movimentos pró-democracia.

Lula e seus representantes têm sido procurados por representantes de diversas atividades econômcias. Ouvem pedidos e não sinalizam muito. “Lula não está mais indo atrás. Apenas aceita os pedidos de encontro”, diz uma fonte da campanha.

Os petistas acreditam que podem fazer isso porque, desta vez, a ascensão de Lula se deve mais aos eleitores mais pobres do que em 2002. “A balança de poder mudou em relação ao que foi em 2002”, afirma a fonte. Não fazer promessas a empresários pode dar mais margem para barganha num eventual governo.