Há um acordo entre Lula e Renan Calheiros, que assumiu esta semana o comando da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado: acompanhar de perto a movimentação das Forças Armadas.
A bancada do PT queria comandar a CRE, e Renan nem fazia tanta questão. Mas o presidente se envolveu diretamente para que seu aliado desde a primeira hora assumisse o posto em vez de seu partido.
A avaliação era a de que o PT não poderia assumir a controle externo das Forças Armadas, que cabe ao Senado, porque enfrenta forte resistência da caserna.
Embora durante a CPI da Pandemia, em que foi relator, Renan tivesse se desgastado com alguns setores das Forças Armadas, principalmente com militares que estavam no governo de Jair Bolsonaro, a atuação do senador não fomentará, acredita Lula, o antipetismo presente na caserna.
Mesmo sumido do radar da imprensa e, de modo geral, dos políticos em Brasília, o risco de um golpe gestado nos quarteis ainda assusta o presidente e seus aliados, que sabem haver ainda simpatia aos movimentos bolsonarista e forte sentimento antipetista entre militares.

