Arthur Lira (PP-AL) tem dito a aliados que não pretende, em seu último ano no comando da Câmara, pautar projetos de costumes, que retirem direitos ou contra o Supremo Tribunal Federal, como o aprovado pelo Senado.
O Bastidor já informou que ele havia rejeitado votar a proposta que estabelece mandato a ministros do STF caso avance pelos senadores.
Ao se referir às pautas de costumes, Lira cita o projeto liderado pelos bolsonaristas que prevê impedir a realização de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo – que, no Brasil, é um direito desde 2011 por decisão do STF.
Lira disse a aliados que quer sair da presidência da Câmara como reformista e não como quem avançou sobre direitos adquiridos pela sociedade. O presidente da Câmara espera ficar os dois anos seguintes num ministério de Lula para, em 2026, disputar o Senado.

