Auxiliares de Jair Bolsonaro dão como certa a desincompatibilização até o fim de março do ministro Walter Braga Netto (Defesa) e a sua subsequente filiação a um partido político para ser vice na chapa à reeleição do presidente.
O PP e Republicanos resistem a acolher o general da reserva. O presidente, porém, tenta convencê-los de que, uma vez filiado, Braga Netto não será contado como espaço do partido no governo num eventual segundo mandato.
Uma das movimentações vistas como indicativo de que o ministro deixará o governo, como determina a lei, foi a ida do general ao vice-presidente Hamilton Mourão para consultar se haveria algum problema com seu nome para substitui-lo na chapa de Bolsonaro. Mourão respondeu que não e desejou-lhe sorte.
Para auxiliares de Bolsonaro, o presidente se apresenta irredutível quanto ao nome do ministro da Defesa para seu vice-presidente.
Como o Bastidor vem informando, o presidente resiste a um nome político por temer que um eventual enfraquecimento político lhe custe o segundo mandato. Ele acredita que só conseguiu se manter no cargo até hoje porque Mourão não é político.

