O ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, vai levar técnicos para discutir o teste de integridade das urnas a um encontro com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes.

A reunião está marcada para quarta-feira, 31. Nela, Paulo Sergio tentará convencer Moraes de que é possível mudar o procedimento sem grandes investimentos nem riscos de romper o sigilo do voto.

O teste de integridade da urna já ocorre: é feito na sede dos Tribunais Regionais Eleitorais com as urnas sorteadas. O ministro da Defesa, porém, quer que o teste seja feito na própria sessão eleitoral, na presença de eleitores, além dos representantes dos partidos que lá estiverem. É uma ideia dos militares para agradar Jair Bolsonaro.

Dentro da Justiça Eleitoral há resistência à mudança do procedimento. Os servidores do TSE afirmam que, do modo como quer Paulo Sérgio, o sigilo do voto será violado.

A inviolabilidade do sigilo do voto é fundamental para garantir que em locais controlados por milícia, tráfico e outros tipos de grupos para-estatais não haja interferência no direito do cidadão votar.


Atualização às 15h00:

Em nota, o Ministério da Defesa afirma que: “As propostas das Forças Armadas não incluem a votação pelo eleitor no teste de integridade, nem a filmagem do eleitor votando em quaisquer circunstâncias. A participação do eleitor voluntário ocorreria apenas para a liberação da urna com a biometria. A partir deste momento, o eleitor estaria dispensado e o restante do teste seria feito pelos servidores da Justiça Eleitoral, da mesma forma, como é feito atualmente.”