Candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho conta com seus aliados evangélicos, os eleitos Damares Alves e Magno Malta, para encher o Congresso de pastores e religiosos para pressionar os senadores contra Rodrigo Pacheco.na quarta-feira (1º).
Apoiadores de Marinho adotam nas redes sociais na disputa ao comando do Congresso, o discurso reeditado na campanha eleitoral de se tratar de uma luta do bem contra o mal, de ser a última barreira ante o comunismo. Com isso, tentam mobilizar a militância para pressionar os parlamentares em seus gabinetes.
Marinho tem prometido levar adiante temas caros ao segmento, como homeschooling, diminuição da maioridade penal e o impeachment de Alexandre de Moraes.
Ele acredita ter 34 votos e conta com os votos de Eduardo Girão para levar a disputa ao segundo turno. Pacheco tem 43 votos —são necessários 41 para vencer.
Não havendo traição, a soma das bancadas que apoiam Rodrigo Pacheco é de 39 votos, dois a menos que o necessário. Ele, porém, acredita que receberá parte dos votos do União Brasil, que tem dez senadores; do PSDB, que tem 4; e do PL de Marinho, que tem 13.
A reunião das bancadas que declararam apoio a Rogério Marinho, sem as traições esperadas, dá 23 votos. Ele, porém, espera defecções entre os partidos que declararam apoio a Pacheco.

