O presidente Jair Bolsonaro se vê atacado pelos governadores quando eles definem ações para conter a pandemia, como o fechamento do comércio, ou criticam sua gestão da saúde. A um aliado, disse que eles estão com Lula ou com João Doria.

Ontem, os governadores João Doria, Eduardo Leite, Renato Casagrande e Flávio Dino afirmaram, no Senado, que São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Maranhão estão perto do colapso com falta de leitos de UTI, material e medicamentos para intubação e profissionais especializados.

Bolsonaro também reclama dos auxílios pagos por estados e municípios porque, segundo sua versão dos fatos, servem para “dividir os louros” do benefício. Com frequência, diz que governadores e prefeitos que lançaram programas assistenciais fazem “graça com o dinheiro alheio” porque todos reclamam da falta de recursos.

As teorias de Bolsonaro são ditas aos aliados e espalhadas pelas redes de apoiadores em aplicativos de mensagens. No início da semana, houve manifestações de seguidores do presidente contra governadores em todo o país.