Antes de viajar, Lula distribuiu missões a interlocutores para que sondem a ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal, sobre a possibilidade de atrasar o julgamento sobre o orçamento secreto.
Conhecidas pelo apelido de orçamento secreto, as emendas do relator , ou RP9, foram alvo de diversas ordens do Supremo para que o Congresso ampliasse sua transparência. Não deu certo. O tribunal vai julgar a validade dessas emendas ainda este ano.
O orçamento secreto foi duramente criticado por Lula durante a campanha. Mas, agora eleito, Lula foi alertado por sua equipe que uma decisão do STF sobre o tema pode prejudicar sua articulação com os comandos do Senado e da Câmara para aprovar a PEC da Transição.
A dificuldade para os emissários de Lula é que Rosa Weber não é dada a articulações políticas – e, como presidente do STF, cabe a ela pautar o plenário da corte. Uma estratégia é articular com ministros mais políticos e tentar fazer o pedido chegar à presidente do Supremo.

