A diplomacia brasileira está preocupada com a resposta inicial dos Estados Unidos aos ataques do Hamas a Israel. Segundo o jornal israelense Haaretz, o presidente Joe Biden disse ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu que tem seu total apoio e que, para conter o grupo palestino, será preciso uma “campanha prolongada e poderosa”.
O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, tem procurado seus pares nos países com assento no Conselho de Segurança da ONU. Tentará conversar com o secretário de estado americano, Antony Blinken, a respeito. O ministro tenta, com outros países, verificar a possibilidade de segurar a escalada dos discursos e das ações.
A avaliação é que Israel, como Estado vítima de um ataque, o mais poderoso já registrado em décadas, tem de receber a solidariedade dos demais países, como o Brasil, que condenou a ação do Hamas.
Mas declarações que insinuem mais apoio bélico a um Estado já poderoso contra um território precário podem levar a uma escalada de violência cuja consequência é “inestimada” em vidas de civis, além de mobilizar outros grupos extremistas anti-Israel.
Ainda não há data para a reunião de emergência no conselho de segurança da ONU pedido pelo Brasil, mas o governo brasileiro trata como urgente depois que ataques a partir da Faixa de Gaza que mataram cerca cem pessoas em Israel, segundo a impressa local, e cerca de duzentos palestinos —também aumentando— como retaliação.

