Aliados de Jair Bolsonaro estão preocupados sobre como deverão posicionar seus partidos no caso de o presidente, saindo derrotado das eleições, questionar o resultado das urnas, atacando sua confiabilidade e a isenção do Tribunal Superior Eleitoral.
Ciro Nogueira, do PP, Marco Pereira, do Republicanos, e Valdemar Costa Neto, do PL, além de outras lideranças dos seus respectivos partidos, já discutiram o tema em julho. Avaliaram que não embarcariam em ataques à Justiça Eleitoral.
Depois das conversas, Ciro Nogueira avisou a seus pares no comitê de campanha, entre os quais estão Valdemar e Flávio Bolsonaro, que o PP não embarcaria nos ataques contra a Justiça Eleitoral e o resultado das urnas.
Agora, diante do evidente desenho de uma contestação por parte de Bolsonaro em caso de derrota, os líderes dos partidos da base do presidente avaliam como e quando abandonar uma eventual luta contra o TSE. Pragmáticos, não querem embarcar num golpe.
O receio é que Bolsonaro não se restrinja a fazer eventual questionamento legal, por meio do próprio TSE, mas por incitação a “distúrbios” institucionais.

