Apesar da falta de um consenso até para emitir um comunicado conjunto no Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil, sobre a guerra em Israel, o presidente Lula solicitou ao Itamaraty empenho para tentar convencer os aliados, especialmente países com alguma acedência sobre os israelenses – na prática, os Estados Unidos -, a tentar evitar uma represália desproporcional contra civis na Faixa de Gaza.

Uma fonte da diplomacia brasileira avalia que o risco é que outros grupos anti-Israel se envolvam. A preocupação, em específico, é o Hezbollah, no Líbano, que neste momento mantém um acordo de cessar-fogo com os israelenses.

Segundo auxiliares do presidente, Lula deseja que o Conselho de Segurança da ONU tenha protagonismo no revide ao Hamas e numa tentativa de se chegar a um acordo, ainda que provisório, durante a presidência do Brasil, que será de um mês.

A diplomacia brasileira sabe que o governo do Qatar, que tem relações de lado a lado, está negociando um acordo para uma possível troca de reféns e prisioneiros entre Israel e o Hamas, especialmente crianças e mulheres. O objetivo, não é interferir nesta negociação, mas ter o acompanhamento da ONU.

Segundo uma fonte da diplomacia brasileira, os EUA atuam de maneira indireta nas negociações. O Brasil tenta levar a discussão para o conselho de segurança, com o argumento de que qualquer ação que não envolva a ONU, tiraria ainda mais relevância do órgão.