A União Europeia avisou os países do Mercosul que há pressa para a resposta do grupo às exigências feitas pelos europeus para continuar as negociações do acordo de livre comércio. Não houve ainda uma resposta formal. Também indicou que a UE pode rever as exigências ambientais colocadas após o fechamento do acordo, em 2019.
O motivo da pressa está no fato de que haverá eleições para um novo parlamento europeu em junho de 2024. Sempre existe o risco de a mudança da configuração parlamentar travar o avanço do acordo, que sequer foi assinado pelas partes.
Depois de assinado, o acordo é enviado para os parlamentos dos signatários. No caso do Mercosul, o Congresso brasileiro e os parlamentos da Argentina, do Uruguai e do Paraguai precisarão aprová-lo. No caso da União Europeia, basta a aprovação do parlamento da União Europeia, no que se refere aos procedimentos econômicos. Todo o resto também vai para os parlamentos dos países-membros.
Se sair do papel, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia cria a maior zona de livre comércio do mundo, com um mercado de 780 milhões de pessoas e que representaria cerca de 20% do PIB mundial e mais de 30% das exportações globais.

