Houve parlamentar se dizendo constrangido com a abordagem do presidente da Agência Nacional de Saúde, Paulo Roberto Rebello Filho, na quarta (16), pouco antes de o Tribunal de Contas da União decidir adiar a análise sobre os mandatos de diretores de agências públicas.

Segundo uma fonte que testemunhou as conversas, ele tentava convencer seus interlocutores a pressionar o presidente do TCU, Bruno Dantas, a adiar a votação. Conseguiu.

O ministro Augusto Nardes, do TCU, pediu vista da ação e paralisou a votação por pelo menos 60 dias. Se alguns parlamentares ficaram constrangidos, o presidente do Congresso, não. O senador Rodrigo Pacheco deu, no mesmo dia, uma declaração se dizendo contrário à possibilidade de interromper mandatos de diretores de agências reguladoras.

O que está em jogo é a análise da área técnica do TCU de que os cargos nas agências não podem ter seus mandatos prorrogados por conta do exercício da presidência, como vinha ocorrendo.

Atualização às 17h06 de 20 de agosto de 2023: o texto foi corrigido para exclusão de um erro de informação.