A formação do Congresso de 2023 mostrou que o bolsonarismo vai permanecer. Seja Bolsonaro, seja Lula o presidente, o bolsonarismo estará lá. Votará separado ou com o Centrão, mas estará na Câmara e no Senado.
O Congresso terá a primeira geração de bolsonaristas reais, parlamentares que são crias de Bolsonaro. Estes têm fidelidade maior do que aqueles não candidatos a parlamentar que aderiram ao candidato a presidente em ascensão em 2018 e se deram bem.
Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles foi eleito deputado federal por São Paulo com 600 mil votos. O ex-ministro general Pazuello foi eleito o segundo deputado mais bem votado do Rio de Janeiro. O astronauta Marcos Pontes foi eleito senador por São Paulo com folga, assim como o vice-presidente Hamilton Mourão pelo Rio Grande do Sul.
O essencial é que nenhum deles existia antes de Bolsonaro. Sem ele, nenhum deles teria sido eleito. Por outro lado, os que se elegeram na carona de Bolsonaro em 2018 e o abandonaram não sobreviveram.
Dois exemplos são contundentes. Eleita em 2018 com um milhão de votos, Joice Hasselman rompeu com o presidente um ano depois e migrou para o PSDB. Teve 13 mil votos ontem. Janaína Paschoal, a advogada do impeachment e eleita deputada estadual com dois milhões de votos, não se elegeu senadora por São Paulo. Teve 430 mil votos e perdeu a vaga para o astronauta.
Quem venceu graças a Bolsonaro e ficou a seu lado, teve chances; quem o abandonou, não sobreviveu sem ele. É uma prova de força do presidente.

