Arthur Lira evitou conversar em sua estada em Lisboa sobre a investigação de desvios de dinheiro público na compra de kits de robóticas por prefeituras de Alagoas (aqui e aqui).
O presidente da Câmara disse a aliados ver o dedo de Renan Calheiros (MDB-AL), seu inimigo no estado, nas investigações e denúncias. Acha que, como caso vai para o Supremo Tribunal Federal, ficará menos exposto que na justiça local, onde o senador tem mais influência.
As investigações foram remetidas ao Supremo após aparecerem documentos com referência ao presidente da Câmara e uma lista de pagamentos a seu nome, como revelou a Folha de S.Paulo.
Além da certeza do envolvimento de Renan, Lira quer saber se há digitais de Lula ou de algum ministro nos vazamentos da investigação, por conta de sua relação com o governo.

