A busca do eleitorado feminino norteou os candidatos na campanha eleitoral nesta sexta-feira. (Mais) Um erro de Jair Bolsonaro com este público abriu espaço para Lula e Ciro Gomes aproveitarem discursos e postagens nas redes sociais para tentar ocupar espaço. Não há erro que passe impune em campanha eleitoral – ainda mais em relação às mulheres em 2022.  

Desde o início, Jair Bolsonaro é aconselhado por sua equipe a se menos ele mesmo em relação às mulheres. O eleitorado feminino tem alta rejeição ao presidente e é preciso reduzir isso. Nesta sexta, no entanto, Bolsonaro foi admoestado pela advogada e apresentadora da CNN, Gabriela Priolli.

O Instagram do presidente fez piada com uma reportagem, na qual Gabriela afirma não querer o presidente em seu programa. Como esperado, o post motivou ataques de bolsonarista a Gabriela.

Imediatamente, ela recebeu a solidariedade de Lula pelas redes sociais. O petista aproveitou o erro de Bolsonaro para, como alcance de seu perfil, ampliar a repercussão e firmar mais um pouco a rejeição de Bolsonaro entre as mulheres.

Ciro Gomes tentou fazer o mesmo com Lula. Em discurso no Maranhão, atento ao problema de Bolsonaro e à sua vantagem entre o eleitorado feminino, Lula disse: ““A gente quer que a nossa mulher seja respeitada. A gente quer que o nosso companheiro homem, quando a sua companheira trabalha, ele tenha dignidade de ir para a cozinha ajudar no serviço da mulher, que assim ele vai ser parceiro”. 

A frase de Lula passa longe do que fez Bolsonaro, mas Ciro aproveitou a carona. “Hoje é um bom dia para relembrar que cuidar dos filhos e dos serviços domésticos é tarefa solidária do casal”, disse.

O fato de Bolsonaro ter alta rejeição entre as mulheres faz, desde o início, com que Lula corteje mais este público. Ciro faz o mesmo. Nesta sexta, no entanto, buscou a jogada dupla: ficar bem com as mulheres e seguir em sua cruzada de desgastar o petista.