O senador Flávio Bolsonaro tenta desde a noite de ontem convencer o pai a falar. Acha que Jair Bolsonaro deve se manifestar, aceitando o resultado das eleições e enviando uma mensagem sobre o futuro a seus apoiadores de que o bolsonarismo não desaparecerá. Mas Bolsonaro resiste.
Nesta manhã, o filho zero um está novamente no Alvorada. Ele insiste para que o pai receba seus ministros e aliados —o que Bolsonaro também se recusa a fazer. Flávio acha que, ao recebê-los, o pai demonstrará força, apesar da derrota.
Ao longo de todo o domingo, diferentes auxiliares perguntaram ao presidente sobre como queria fazer no caso de Lula sair vencedor, Jair Bolsonaro só respondia que isso não ocorreria.
No início da apuração, ele foi para a Granja do Torto, numa região mais afastada do centro de Brasília, ao lado de Flávio, do candidato a vice Walter Braga Netto, e do ministro da Justiça, Anderson Torres, que logo foi embora.
Ao terminar a apuração, derrotado, o presidente voltou para o Palácio da Alvorada. Não quis atender aos telefonemas dos ministros. Continuava acompanhado dos filhos e de Braga Netto.
Não falou. Não congratulou seu adversário. Não enviou mensagem a seus apoiadores. Nesta manhã, o presidente continua sem querer falar com aliados.

