A aliados, Lula admitiu que não definiu ainda o formato do Ministério da Justiça sem Flávio Dino, nem o perfil de quem o substituirá. Admitiu, porém, que gostaria que fosse uma mulher – tanto na Justiça como na Segurança Pública, caso decida separar mesmo as pastas.
O presidente, porém, ainda não bateu o martelo. Diz que vai parar para se dedicar ao assunto somente depois que o Senado aprovar Dino para o Supremo Tribunal Federal. São baixos os riscos de uma rejeição pelos senadores, mas, para Lula, fazer convite ou conversar mais abertamente a respeito dará um indicativo político de arrogância.
O PT tem duas mulheres para indicar numa eventual divisão da pasta. Para a Justiça, há sempre a presidente da legenda, a deputada Gleisi Hoffmann (PR); e para a Segurança Pública, a deputada Adriana Accorsi (GO), uma delegada.
A ministra Simone Tebet (Planejamento), não sendo petista, só seria aceita numa das pastas se o Planejamento fosse para um petista.
Na opinião de um deputado petista, Lula resolverá dois problemas com a indicação de mulheres: a diminuição feminina no primeiro escalão e responderá à crítica de que as mulheres ocupam cargos com menos relevância estratégica.
Mas dentro do mesmo PT há que prefira os homens para o posto.
Os mais falados são o ministro-chefe da Advocacia Geral da República, Jorge Messias; o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowsk; e o advogado do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho estão entre os preferidos, ainda.

