A ressaca chegou à extrema-direita nas redes sociais. Grupos cujos membros apoiaram ou participaram ativamente dos atos golpistas de 8 de janeiro têm reduzido suas postagens. Ainda são algumas centenas por dia, mas o volume é bem menor do que o normal, em milhares eram feitas em algumas horas.

Vez ou outra ainda pipocam teorias da conspiração afirmando que o presidente que está em Brasília seria apenas um sósia de Lula, mas até os absurdos têm sido mais raros.

O último momento de grande mobilização das comunidades foi na defesa da candidatura do senador Rogério Marinho para a presidência do Senado. Com a derrota, os grupos arrefeceram. A ameaça golpista não acabou, mas os grupos estão sem novos alvos para atacar.

Há meses o Bastidor acompanha dezenas de comunidades nas quais milhares de apoiadores de Bolsonaro se informam, se comunicam e dão ideias paraações golpistas. Numa dessas comunidades, por exemplo, surgiu Ana Priscila Azevedo, ativista de extrema-direita que ajudou na organização dos movimentos que levaram aos atos de 8 de janeiro.

Os grupos que ela mantinha foram suspensos do Telegram por ordem de Alexandre de Moraes. Ainda assim, pessoas que a acompanhavam ainda seguem ativas em outras comunidades na mesma rede.