A indisposição de Lula para fazer mudanças —em especial no comando da Caixa Econômica— culminou na decisão de Arthur Lira e das demais lideranças da Câmara de cancelar a análise de pautas importantes da semana.

Será a primeira semana em 2023 em que o plenário da Câmara ficará sem votação.

Lira não gostou da declaração pública do presidente —e entendida como recado— de que só ele, Lula, pode mexer nos cargos do governo federal e que, neste momento, não está “disposto a mexer com nada”.

Por meio de interlocutores comuns, Lula foi além, dizendo que só mexe no banco público no fim do ano, quando decidir fazer uma reforma ministerial mais ampla. Antes disso, avaliou, passa o recibo de que suas escolhas foram ruins.

Segundo um interlocutor de Lira, o presidente da Câmara passou a terça (26) fora da Câmara pensando no que faria em retaliação. Aproveitou a indisposição dos líderes, por diferentes motivos, e a obstrução da bancada ruralista para travar tudo.

Mas não para aí. Diz uma liderança ao Bastidor que até o fim do ano a Câmara dos Deputados ainda terá meios de impor derrotas e desgastes ao governo.