Wagner Carneiro, marido da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, apresentou à articulação política o que deseja em troca de sua mulher deixar a pasta reivindicada pelo União Brasil: o controle dos hospitais federais do Rio de Janeiro.
Há um problema no pedido. Daí, Lula ter adiado a demissão da ministra para acomodar Celso Sabino (PA), como quer o União Brasil. O comando da saúde federal em território fluminense foi franqueado ao PT fluminense.
Carneiro é prefeito de Belford Roxo e pretende, em 2026, concorrer ao governo do estado. Para isso, e como o nome mais forte do Republicanos no Rio de Janeiro, quer ampliar o número de prefeitos.
Ele acha que com o volume de dinheiro do Ministério da Saúde nos hospitais federais e a capacidade de atendimento das populações de vários municípios poderá garantir que seus candidatos sejam competitivos.
Mas a área já está dividida pelos petistas. O deputado Dimas Gadelha é o padrinho diretor-geral para o Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio, órgão que comanda os hospitais estaduais.
São de Gadelha também os chefes do Hospitais de Bonsucesso e do Andaraí.
A deputada Benedita da Silva conseguiu emplacar as direções dos hospitais da Lagoa e de Ipanema, que ficam próximos às favelas da zona Sul, sua área de atuação. O deputado Reimont é outro petista que conseguiu emplacar um afilhado – no caso, no Hospital Cardoso Fontes.
Obviamente nenhum deles quer largar o osso. Lula ganhou tempo para tentar sair desta enrascada.
Os hospitais no Rio de Janeiro tem longo histórico de problemas de desvio de dinheiro público. Durante o governo Bolsonaro houve uma disputa entre o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, e o senador Flávio Bolsonaro pelo controle da área. O filho levou a melhor.

