Arthur Lira (PP-AL), o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) e o relator da PEC da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) dividiram as tarefas dos próximos dias para tentar aprovar a matéria, ao menos em primeiro turno, até sexta (7).

Enquanto o presidente da Câmara vai atuar no convencimento de governadores, prefeitos e empresários insatisfeitos com um ponto ou outro da reforma, o líder do governo tentará sensibilizar ao menos 308 votos. O relator atuará como volante, ora com os deputados ora com os executivos estaduais e municipais.

A estratégia é dizer que estão com “o coração aberto” a mudanças. Tanto Lira como Guimarães dizem que o projeto irá a votação, mas que o texto de Ribeiro poderá mudar se atender a uma maioria capaz de aprovar a reforma.

Arthur Lira quer aproveitar o discurso de governadores e prefeitos que se dizem a favor da maior parte do relatório para tentar convencê-los de que, com alterações pontuais, é possível seguir com a tramitação.

Além dos governadores, os prefeitos Ricardo Nunes (São Paulo), Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e Fuad Noman (Belo Horizonte) têm encontros marcados. O temor é perda de arrecadação e autonomia.

Como mostrou o Bastidor, a oposição tenta travar a votação pela via jurídica. Mas, segundo interlocutores de Lira, ele não acredita em sucesso.