A leitura da rejeição pelo Senado da indicação de Lula para a Defensoria Pública da União (aqui e aqui) mudou conforme o time dos candidatos a vaga no Supremo Tribunal Federal —se de Flávio Dino (Justiça), Jorge Messias (AGU) ou Bruno Dantas (TCU).
Os defensores do advogado-Geral da União, Jorge Messias, adotam a leitura de que o Senado pode rejeitar o ministro Flávio Dino, se for ele o indicado de Lula. Dino, afirmam eles, se identifica com pautas progressistas, e o Congresso está mais conservador que nunca. Messias é evangélico.
Já os alinhados a Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União, dizem que, mesmo evangélico, Messias pode ser rejeitado por ser petista e, portanto, se alinhará às pautas de Lula. Se alinhará, dizem, até mais do que se acreditou ser um problema para Cristiano Zanin, que conseguiu convencer os senadores de que foi apenas advogado de Lula, nunca um petista.
Os membros do time Flávio Dino acham que uma coisa é votar contra o indicado para a Defensoria Pública da União, outra é votar contra um indicado para o STF. O peso e o risco do voto são maiores. É preciso estar muito certo de que sua posição vai ser vencedora; do contrário, garantem, o risco é fechar portas quando eventualmente tiverem problemas com a justiça.
No momento, cada um tem sua teoria. Lula diz não ter pressa para fazer a indicação.

